Durante a operação normal do transformador, existe um campo elétrico entre os enrolamentos energizados e o tanque de óleo, com o núcleo e outros componentes metálicos situados dentro deste campo. Devido à distribuição desigual da capacitância e à variação da intensidade do campo, se o núcleo não estiver conectado corretamente, ocorrerão fenômenos de carga e descarga. Isto danifica a rigidez dielétrica tanto do isolamento sólido como do óleo. Portanto, o núcleo deve ter um ponto de aterramento confiável.
O núcleo é composto por chapas de aço silício. Para reduzir as correntes parasitas, existe uma certa resistência de isolamento entre as folhas. Porém, a capacitância entre laminação é extremamente grande, o que pode ser considerado um caminho condutor em um campo elétrico alternado. Aterrar o núcleo em apenas um ponto é suficiente para fixar o potencial elétrico de toda a pilha de laminações.
Se o núcleo ou seus componentes metálicos tiverem dois ou mais pontos de aterramento (aterramento multiponto), um circuito fechado se formará entre os pontos de aterramento. Este loop liga uma parte do fluxo magnético, induzindo uma força eletromotriz (EMF) e criando uma corrente circulante. Isso resulta em superaquecimento localizado e pode queimar o núcleo.
Para o núcleo de um transformador, o aterramento de ponto único é o único método correto e normal. Em outras palavras, o núcleo deve estar aterrado e deve estar aterrado exatamente em um ponto. As falhas no núcleo são causadas principalmente por dois fatores: má obra de construção que leva a curtos-circuitos e acessórios ou fatores externos que causam aterramento multiponto.
Assim que o monitoramento detectar uma falha de aterramento multiponto no transformador, o transformador deverá ser desligado imediatamente. Após ser retirado de serviço, a falha de aterramento multiponto deve ser completamente eliminada. Para resolver tais falhas, devem ser adotadas medidas de manutenção correspondentes com base no tipo e na causa do aterramento multiponto.